A Grande Muralha da China

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Não é uma Muralha contínua

A Grande Muralha da China foi eleita como sendo uma das 7 maravilhas do Mundo Moderno. Ela é a estrutura mais longa do planeta executada pelo Homem. Foi construída há mais de 2.600 anos.

A Muralha se estende de leste à oeste pelo vasto território da China, passando por 15 regiões ao norte, próxima à fronteira com a Mongólia.

Estudos arqueológicos concluiram que a Muralha inteira, considerando todas as suas seções, tem cerca de 21.000 quilômetros de extensão. Porém, ela não é uma muralha contínua. É na verdade uma série de muralhas, com várias seções interrompidas por rios e montanhas. 

Cada seção foi construída numa época distinta, em tempos diferentes com materiais diferentes, por povos diferentes e por motivos diferentes. E cada povo usava um traço arquitetônico distinto. Por isso, a Grande Muralha não possui características homogêneas, já que foi construída ao longo de vários séculos.

A muralha demorou 2.000 anos para ficar pronta e foi obra de várias dinastias chinesas. A construção começou por volta do ano 200 antes de Cristo e acabou oficialmente no ano de 1644 com a caída da Dinastia Ming.

 

Não pode ser vista do espaço

Acreditava-se que a Muralha da China era a única obra humana que poderia ser vista do espaço pelos astronautas, tamanha sua dimensão. Por muitos anos, acreditou-se nessa história. No entanto, no ano de 2013, o astronauta Yang Liwei constatou que a Muralha da China não pode ser vista sem auxílio de equipamentos de observação à partir do espaço. 

Embora a muralha tenha um grande comprimento, sua largura não é mais que a de um riacho. A construção, apesar de tão grande, é estreita demais para que possa ser vista do espaço. Além disso, as rochas que formam a estrutura têm sua cor misturada com a dos solos, o que dificulta sua visualização. No entanto, fotografias feitas de cima mostram a expressividade desta construção humana. 

 

Por que a Grande Muralha da China foi construída?

Estudos mostram que a Muralha da China surgiu com o intuito de proteger o Império Chinês contra as invasões dos vários grupos nômades, principalmente os mongóis. Outras finalidades da Grande Muralha incluíam controles do comércio e de imigração de fronteiras, já que servia como um grande corredor de transporte. 

Pesquisadores acreditam também que a obra tenha sido uma forma de manter as forças militares fora da capital, em áreas mais afastadas, bem como ocupar pessoas que estavam criando desordem dentro do território, sendo estas enviadas para trabalhar na construção daquele grande Muro. Há registros que afirmam que participaram entre 500.000 e 1 milhão de soldados na sua construção.

CURIOSIDADE: Durante a construção da Grande Muralha, o carrinho de mão foi inventado e foi muito útil para o transporte de materiais que tornaram sua construção muito mais ágil.

 

Efeitos da Erosão

Cerca de 1/3 da muralha da China já desapareceu e restam poucas evidências dessas seções. Por ser uma construção bastante antiga, e também bem extensa, a Muralha é uma obra de difícil manutenção. Com isso, várias partes dela estão deterioradas, principalmente pela erosão e demolição.

Durante a revolução cultural (1966-1976) muitos tijolos foram retirados da Muralha para serem utilizados na construção de casas. Se isto não tivesse acontecido, muitas seções estariam em melhor estado de conservação. Mas hoje, é absolutamente proibido remover qualquer tijolo da Muralha.

A seção mais bem conservada é a última que foi contruída. Ela fica no vilarejo de Mutianyu (perto de Pequim), datada da dinastia Ming (1368 à 1644). Esse trecho da Muralha tem 8.850 quilômetros de extensão e é o mais visitado turisticamente. Foi lá que eu estive.

 

Como Chegar

Mutianyu fica à 70 Km de Pequim, cerca de 1 hora e meia de carro. Eu contratei um guia, que veio com um motorista. O nome do guia é Mike (o de azul) e o contato dele é esse abaixo:

Mike Zhang (Beijing Mike Private Tour) → +86 130 3113-2906 (Ele fala inglês!)

DE ÔNIBUS: Saindo de Pequim, dá para chegar na Muralha de ônibus também. Custa 22 U$ e os ônibus saem da Estação Central de Dongzhimen. Só que o trajeto demora 3 horas! Então preferi ir de carro mesmo, e com guia, o que eu super recomendo!

Como fiquei o dia todo com o guia e motorista, rodando também em outras áreas de Pequim além da Grande Muralha, eles me cobraram cerca de 450 Reais o dia. Mas para ir somente à Muralha e voltar, deve ser mais barato. Tem que negociar o valor com o guia antes.

Fui por Mutianyu por conselho do próprio guia, porque ele disse que chegar à Muralha através da cidade de Badaling é muito cheio, é o trecho da Muralha que tem mais turistas. Então ir por Mutianyu é uma boa dica.

A reconstrução e proteção da Grande Muralha começou em Badaling em 1957. Esta é atualmente a região mais popular da muralha. Foi também a primeira seção a abrir para visitas turísticas.

 

The Great Wall-Mutianyu

Mutianyu é um vilarejo localizado em Huairou, distrito perto de Pequim. 

Esse trecho da Muralha é considerado uma das paisagens mais representativas da China, e um dos pontos turísticos mais visitados do país. 

Mas da cidade a gente ainda não avista a Muralha. Nesse trecho, ela foi construída no alto de uma montanha muito íngrime, à cerca de 1.000 metros de altura! Então para chegar lá, temos que subir de teleférico.

 

O Teleférico

Em Mutyanu tem um teleférico que nos leva até a Muralha. Na Estação Mutyanu do teleférico tem estacionamento, um centrinho comercial com lojinha de souvenir e uma lanchonete Subway. 

Atenção: Aproveite para comprar lanche e água para levar para a Muralha, porque lá no alto não tem lugar que venda!

Ali mesmo na estação a gente compra o ticket. A subida dura uns 20 minutos. Custou 160 RMB (uns 80 reais). Se quiser, na volta pode descer escorregando de Tobogã!!! Mas eu subi e desci de Teleférico mesmo. Horário de funcionamento da Muralha: 7:30 às 17:30 hrs. Site oficial → https://www.mutianyugreatwall.com/en/home  Reserve pelo menos 2 horas e meia do seu dia para fazer com calma esse passeio na Muralha.

Essa é uma região coberta por florestas. Eu estive lá no mês de outubro, ou seja, outono na China, e as folhas estavam amarelas e vermelhas. Uma beleza! Ahh, e estava FRIO também! Então recomendo que leve uma jaqueta, mesmo no verão, por causa do vento e da altitude.

Outra coisa que gostaria de falar, é sobre a NEBLINA. Ao mesmo tempo que o sol brilhava e o céu estava azul, de repente tudo ficava nebuloso. As nuvens chegavam, ficavam estacionadas um pouco, e depois o vento levava. Por um instante, a gente não enxerga um palmo à frente do nariz. Logo em seguida tudo se abre, e o horizonte volta a ficar limpo de novo. É uma coisa muito louca mesmo! Dá pra ver claramente a mudança do céu pelas fotos ao longo do passeio.

À medida que vamos subindo, a Muralha vai aparecendo. E vai batendo uma certa emoção na gente. Bom, pelo menos pra mim né, que queria muito estar ali. Conhecer aquele lugar e poder passar por essa experiência teve um grande significado pessoal.

Foi inevitável imaginar como uma construção tão incrível foi realizada em um terreno tão irregular sem nenhum recurso tecnológico na época.

 

Patrimônio Mundial da UNESCO

Chegando na estação do teleférico lá de cima, não se engane - a gente ainda não chegou! Ainda temos que subir vários degraus até chegar na Muralha propriamente dita.

Em 2002, Mutianyu foi reconhecida como uma estação turística da AAAAA, que é um tipo de comitê que cuida dos patrimônios históricos da China. Em 1987, foi nomeada como Patrimônio Mundial pela UNESCO. Lá no alto tem essa placa gravada em uma pedra que registra esses títulos.

E finalmente, à partir desse ponto, aí sim, podemos ter acesso à Grande Muralha da China! Basta subir os últimos degraus para colocar os pés nela. Ai que emoção!

 

Caminhando pela Grande Muralha

A Grande Muralha da China é comparada à um rastro deixado por um dragão em pleno voo, por causa do seu desenho sinuoso que acompanha a cordilheira... olha que poético! É assim que os chineses à enxergam.

Se alguém decidisse fazer o percurso de início ao fim (e se a muralha estivesse em perfeitas condições ao longo de toda a sua extensão), seria necessário caminhar durante 18 meses.

Essa seção da Grande Muralha foi construída no início da dinastia Ming (1368). A principal característica são as torres de vigia e esses corredores (que mais parecem ruas) construídos no alto da montanha. 

A Muralha tem em média 8 metros de altura e cerca de 4 metros de largura.

As torres de vigilância permitiam observar a aproximação e a movimentação dos inimigos. Os guardas sentinelas tinham um sistema de comunicação entre si que usava bandeiras coloridas e sinais de fogo. 

Ao longo da Muralha encontramos escadas para a infantaria e rampas que era usadas pelos cavalos.

Como essa foi a última seção da Muralha a ser construída, é a parte mais bem conservada. Podemos entrar nas torres de vigia, que são compostas principalmente por tijolos.

As torres que atingem até dez metros de altura, são bem divididas internamente. Existem pavimentos que eram usados como alojamentos para os soldados, estábulos para os animais e depósitos de armas e suprimentos.

Apesar da magnitude da Muralha da China, a existência dela não impediu as invasões dos mongóis e outros povos que ameaçaram o império chinês ao longo de sua história. Por volta do século 16, a Muralha perdeu a sua função estratégica, vindo a ser abandonada com o início da Dinastia Qing. 

Na década de 1980, a Grande Muralha ganhou estímulos de restauração e virou um poderoso símbolo turístico da China.

Só pra gente lembrar: A Muralha da China faz parte das maravilhas do mundo moderno, assim como o Coliseu, Chichen Itza, Machu Picchu, Cristo Redentor, Taj Mahal e Petra. 

 

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Ana Cassiano

Morei na Alemanha por 8 anos. Já visitei vários países de continentes diferentes. Sou Guia de Turismo em São Paulo, Escritora de Viagens e Colaboradora de Sites de Turismo.

MMorei na Alemanha por 8 anos. Já visitei vários países de continentes diferentes. Sou Guia de Turismo em São Paulo, Escritora de Viagens e Colaboradora de Sites de Turismo.orei na Alemanha por 8 anos. Já visitei vários países de continentes diferentes. Sou Guia de Turismo em São Paulo, Escritora de Viagens e Colaboradora de Sites de Turismo.