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O Templo dos Dez Mil Budas Hong Kong

Para chegar ao Templo, desça na estação Sha Tin da linha azul claro (East Rail Line) que é integrada com as linhas verde e marrom do metrô de Hong Kong. Ainda tem que andar um pouco à pé até chegar na entrada do Templo, mas é sinalizado.

O Templo dos Dez Mil Budas é um santuário que fica em Sha Tin, à 11 quilômetros apenas de Hong Kong. Leva esse nome devido à grande quantidade de estátuas que o decoram. 

Templo dos Dez Mil Budas em Sha Tin Hong Kong Blog da Ana Cassiano Histórias de Viagens China anacassiano.com.br

Para icentivar a difícil subida na colina, em cada 5 degraus há um Buda em tamanho real. São 500 degraus até o topo do primeiro mirante. É coisa pra caramba!

Na verdade, cada Buda desse se chama ArhatEles são considerados monges iluminados e extremamente respeitados por sua grande sabedoria e coragem. Devido às suas habilidades em repelir o mal, são posicionados na entrada dos templos, como guardiões indomáveis, atentos à vigilância.

No alto de todos os degraus, tem um belo templo. Nele estão acomodados nas paredes, do chão ao teto, os 10 mil estátuas de Budas que dão nome ao templo. As estátuas foram doadas por devotos agradecidos, e são todas diferentes uma das outras. Há na verdade 13 mil Budas ou mais! Mas quem vai contar?

O Templo dos 10 mil Budas não abriga nenhum monastério, nenhum monge vive ali e ele foi construído entre 1949 e 1957 por Yuet Kai, um devoto do budismo que viveu a vida inteira pela religião e hoje o templo é mantido por pessoas comuns, que vivem no bairro e recebem doações para manter o lugar.

Pagode é esse tipo de torre com múltiplas beiradas, comum nos países da Ásia. São construídos para fins religiosos, geralmente budistas, por isso ficam perto dos templos. Os Pagodes costumam atrair raios, devido à altura. Isso faz com que as pessoas acreditem que são carregados espiritualmente. Muitos deles têm uma antena no topo que funcionam como para-raios. 

Pagode também é o ritmo musical derivado do samba. Leva esse nome porque os antigos templos cultuavam um deus “pagão”, associação feita talvez por causa do requebrado das dançarinas.

E na foto abaixo, a cachoeira da deusa da compaixão, essa estátua deitada talhada na pedra que fica vertendo suas bênçãos sobre a vista da cidade de Hong Kong.

 

Crematório

Ao lado do Templo dos 10 Mil Buddhas tem um crematório. Não é um lugar de tristeza para os chineses. Eles festejam a morte com alegria, pois acreditam que a pessoa passa para uma vida melhor. Os crematórios são lugares lindos, agradáveis, e não tem nada a ver com cemitérios.

 

CURIOSIDADE: O Jardim dos 18 Arhats no Templo ZuLai em São Paulo

No Templo ZuLai, que fica na cidade de São Paulo, tem um jardim bem bonito com 18 diferentes estátuas de Budas, chamados de “O Jardim dos 18 Arhats”.

Cada estátua tem uma posição diferente, cada uma com sua história e habilidades de proteção. São monges que tinham características próprias antes de se tornarem Arhats. 

Diferença entre Arhat e Buda: Os dois encontram a "Iluminação", porém o Buda consegue atingi-la sozinho por si próprio, e o Arhat precisa de um mestre.

Para ler tudo sobre o Templo ZuLai em São Paulo, clique AQUI 

** Se você tiver interesse, eu pesquisei o significado de cada uma das 18 estátuas. Está abaixo, no final desse post.

 

Leia também:

O que visitar na Cidade de Hong Kong

A Estátua do Big Buddha Ngong Ping em Landau Island - Hong Kong

 

O significado de cada uma das 18 estátuas de Arhats no Templo Zu-Lai em São Paulo:

            O Arhat montando um cervo: Antes de se tornar monge, esse jovem rapaz ocupava importante posição no reino onde morava. O rei não queria q ele fosse monge, e para se desvencilhar dessa pressão, fugiu para as montanhas. Certo dia, já monge, reapareceu no palácio montado num cervo. Voltou com a intenção de convencer o rei de seguir Buda. Encorajado, o rei abdicou do trono, deixando-o ao príncipe, e acompanhou o jovem monge no caminho dos ensinamentos.

 

         O Arhat segurando um pagode: Por não ter tido oportunidade de seguir Buda por muito tempo, esse monge passou a carregar consigo um pagode (relicário) que, para ele, representava a presença do Mestre. Ele retinha profundamente na memória os ensinamentos do Buda e inspirava a todos a que cultivassem virtudes. 

 

            O Arhat na folha de bananeira: depois de ter renunciado à vida comum no mundo, ele meditava sentando debaixo de uma bananeira, esquecido do ruidoso mundo exterior. Sua mente estava sempre em paz, sem perturbações e preocupações.

 

            O Arhat bem-humorado: Sempre que debatia e ensinava, sorria, tornando-se famoso por gostar de analisar a questão da felicidade. Transmitia os ensinamentos do Buda, de acordo com a necessidade e a conveniência de cada pessoa, irradiando sempre muita alegria.

 

             O Arhat sentado serenamente: Antes de ser monge, foi um vigoroso guerreiro. Mas quando o seu mestre o ensinava a meditar, ele conseguia ignorar totalmente seus instintos bélicos. Chamava atenção pela sua concentração, pois ficava profundamente e plenamente concentrado na busca da Verdade. 

 

          O Arhat atravessando o rio: Foi ele quem levou o budismo para as ilhas do leste asiático. De barco migrou para Java, na Indonésia, levando os ensinamentos de Buda, sendo conhecido como o Arhat que atravessa o rio (possivelmente uma alusão a cruzar o oceano). 

 

            O Arhat em profunda contemplação: ainda menino, deixou o lar para se tornar um monge. Na Sanga (comunidade monástica), era o monge mais jovem, o mais destacado na prática da tolerância perante os insultos e o mais perseverante na discreta prática pessoal.

 

              O Arhat que aguarda à porta: certa vez, durante as suas rondas de mendicância, por ser abrutalhado, quebrou uma porta quando nela batia, sendo obrigado a repará-la. O Buda deu-lhe, então, um cajado com argolas (que faziam barulho ao serem chacoalhadas) recomendando-lhe que o usasse ao invés de bater às portas. Caso tivesse vínculos com o morador este o atenderia, caso contrário deveria seguir adiante, até a porta da próxima casa.

 

             O Arhat subjugando o dragão: Diz a lenda que, certa vez, um malvado naga (espécie de serpente aquática) teria inundado a cidade de Nagarahara, na antiga Índia, a fim de levar as preciosidades dos templos para o fundo do mar, as quais só poderiam ser resgatadas por um monge iluminado. Esta lenda explicaria o Arhat domando o dragão.

 

              O Arhat de longas sobrancelhas: Em sua vida anterior, dedicava-se à pratica religiosa sem, contudo, ter alcançado o fruto da iluminação e morreu tão velho que tinha longas e brancas sobrancelhas. Diz a lenda que ele, na época do Buda, já nascera com longas sobrancelhas e que seu pai, tendo ouvido alguém dizer que ele tinha a aparência de um Buda, o teria levado para a Sanga e que naquela vida como monge, atingira o estado de Arhat.

 

              O Arhat persuasivo: foi um caçador que, depois de ter aprendido os ensinamentos do Buda, deixou de matar por respeito à vida. Ao ensinar, ele persuadia os demais a seguir o budismo. 

 

              O Arhat erguendo os braços: devido ao seu gesto habitual de levantar os braços para se alongar após a meditação, esse monge ficou conhecido como o Arhat que levantava os braços.

 

              O Arhat expondo o coração: ao abrir o próprio peito exibindo o coração, esse monge revelava aos seus seguidores que, se pudessem manter a pureza do coração e da mente, abstendo-se do mal e trabalhando arduamente na prática do bem, não seriam diferentes de Buda.

 

            O Arhat limpando o ouvido: Esse monge foi um célebre devido aos seus discursos sobre a purificação do sentido da audição, sendo esta sua prática (não dar ouvidos à mentira, difamações, insultos, bajulações, fofocas, etc).

 

             O Arhat carregando um saco: desprendendo-se de todas as preocupações, esse monge não se deixava influenciar por fama, posse, perda, ruína ou qualquer outro agente externo. Alegre, ele sempre estava leve como o saco que carregava às costas. Conta-se que ele capturava serpentes, carregando-as em um saco para soltá-las nas montanhas mais remotas, a fim de que não ferissem ninguém.

 

             O Arhat subjugando o tigre: ele progrediu no cultivo da sabedoria e da compaixão, vindo finalmente a superar o tigre feroz que habitava seu interior (os desejos, a cobiça, a raiva e o ódio existentes na mente). Diz-se que foi um nobre general e que, por estar sempre reverenciando o Buda, foi estimulado pelo rei a se tornar um monge. Já no monastério, por compaixão, costumava alimentar os tigres da redondeza e estimulava os outros monges que fizessem o mesmo. Desta forma, os tigres, deixavam de representar uma ameaça. 

 

            O Arhat erguendo a tigela: ao mendigar sempre erguia a sua tigela aceitando qualquer doação sem descriminá-la, conferindo assim méritos àquele que a fazia.

 

         O Arhat montado no elefante: antes de ingressar na vida monástica, ele foi um adestrador de elefantes. No budismo, o elefante é símbolo da força que suporta as mais duras tarefas e da capacidade de percorrer longas distâncias, por isso, ele está associado ao vigor dos ensinamentos de Buda.

Ana Cassiano

Morei na Alemanha por 8 anos. Já visitei vários países de continentes diferentes. Sou Guia de Turismo em São Paulo, Escritora de Viagens e Colaboradora de Sites de Turismo.