Vale do Loire - França

Choose the Language ↓ Escolha o Idioma

EnglishFrenchGermanSpainItalianDutch
RussianPortugueseJapaneseKoreanArabicChinese Simplified
 
 

 

O Rio Loire fica na região central da França, cerca de 2 horas de carro de Paris. Existem 300 castelos espalhados pelo vale do rio, construídos entre os séculos 10 e 16 pela realeza e nobres franceses. 

Dá para visitar 2 castelos por dia. Vc pode ficar hospedado em Paris, ir e voltar no Loire no mesmo dia, ou se hospedar por lá. Se for o caso, sugiro escolher um hotel nos arredores da cidade de Blois, porque fica mais ou menos no meio da área dos principais castelos. 

A distância entre um castelo e outro varia entre 40 minutos à 1 hora. Dá pra fazer tranquilo, desde q vc tenha um carro. Mas existem também várias excursões de ônibus que partem de Paris. É só pesquisar. 

Os castelos que na minha opinião merecem uma visita são:

 

Chateau de Chambord

O Chateau de Chambord fica a 2 horas de carro de Paris. É o maior palácio do Vale do Rio Loire, na França. Apesar de toda sua grandeza, foi construído apenas para servir de pavilhão de caça para Francisco I, o Rei da França naquela época (século 16).

Quando o Rei idealizou o Castelo de Chambord, queria que lembrasse a silhueta da cidade de Constantinopla (que hoje é Istambul). A fachada do castelo é única, em estilo Renascentista francês que combina formas medievais francesas com as estruturas clássicas italianas. Uma coisa magnífica!

O Chateau de Chambord fica a 2 horas de carro de Paris. É o maior palácio do Vale do Rio Loire, na França. Apesar de toda sua grandeza, foi construído apenas para servir de pavilhão de caça para Francisco I, o Rei da França naquela época (século 16).

O rei teria convidado seu amigo Leonardo da Vinci para projetar partes do castelo e provavelmente é obra de Leonardo a famosa escadaria aberta em dupla-hélice, uma das partes do Chateau que mais impressiona. Duas escadas em espiral sobem juntas os 3 andares do palácio sem se encontrarem, e são iluminadas de cima por um buraco no teto, por onde entra a luz. Uma maravilha!!! Uma escada era p o Rei e a outra, para o resto da comitiva.

Dizem que Leonardo Da Vinci usava os porões de Chambord como seu laboratório, emprestado por Francisco I, seu grande amigo. E que Leonardo morreu nos braços dele, de Francisco. Se isso for realmente verdade, imagine quantas coisas não foram criadas alí? ... Sabe-se que o Rei Francisco I era um grande estudioso também.

Voltando à história do castelo... Quando ele ficou pronto, o Rei Francisco, para exibir seu poder e riqueza, convidou seu velho inimigo, o Imperador Carlos V para visitar a propriedade..... hahahahah! Adoro esses babados de castelos.... Convidar o INIMIGO! rs

Elementos da arquitetura foram importados do estilo Renascentista Italiano sem pensar na funcionalidade, o que fez de Chambord um dos castelos mais frios da França, com uma vasta área descoberta no topo e suas janelonas abertas. Por isso, o palácio raramente esteve habitado. Olha que dó gente!!!

Na verdade, o rei passou lá apenas 7 semanas no total, em curtas visitas de caça. Como o palácio tinha sido construído com o propósito de receber curtas visitas, não era realmente prático viver ali por muito tempo. As maciças salas, janelas abertas e tetos altos eram impossíveis de aquecer. Além disso, como não ficava próximo de nenhum povoado, não havia fontes imediatas de alimentos. Isso significava que todos os alimentos tinham que ser trazidos com o grupo, que geralmente era de 2.000 pessoas!!! Um grande exercício de logística! 

Isso explica também porque o palácio permaneceu sem mobílias durante esse período. Móveis, coberturas de paredes, utensílios para a alimentação e tudo mais que era preciso eram trazidos especificamente para cada viagem de caça. Por isso, muitas das mobílias da época eram feitas para serem facilmente desmontadas, para facilitar o transporte.

Durante mais de oitenta anos depois da morte de Francisco I, os reis franceses abandonaram Chambord, levando-o a um estado de decadência.

Na Revolução Francesa, as mobílias que restaram, os painéis das paredes e até mesmo os assoalhos de madeira foram removidos para serem vendidos. As belas portas foram queimadas para manter as salas quentes durante as vendas. O palácio vazio foi deixado ao abandono durante séculos...

Vários herdeiros da linha de sucessão foram tentando ao longo dos anos restaurar e reerguer o castelo. No início da Segunda Guerra Mundial, ele foi usado para guardar e proteger valiosas obras de arte do museu do Louvre (incluindo a Mona Lisa e a Vênus de Milo), mas quase tiveram um fim trágico! Durante os bombardeios, um avião americano caiu exatamente no gramado que fica ao lado castelo. Foi por pouco!

Com o fim da Segunda Guerra Mundial em 1945, o palácio tornou-se propriedade do Governo da França e atualmente o Chateau de Chambord é uma das atrações turísticas mais visitadas da França!

 

Chateau de Chenonceau

É conhecido como “O Castelo das Damas”, por causa das mulheres importantes que moraram nele, duas delas foram rainhas da França.

Chenonceau é o castelo mais completo e bem conservado do Loire em termos de mobílias e decoração. Não é à toa que, depois de Versailles, Chenonceau é o castelo mais visitado da França!

Chenonceau é o castelo mais completo e bem conservado do Loire em termos de mobílias e decoração. Não é à toa que, depois de Versailles, Chenonceau é o castelo mais visitado da França!

O grande destaque vai para os arranjos deslumbrantes de flores naturais que a organização do castelo espalha pelo chateau, tornando a visitação ainda mais prazerosa. 

A moradora mais famosa foi Catarina de Médicis, que promovia espectaculares festas, principalmente noturnas. As primeiras exibições de fogos de artifício vistas na França foram em Chenonceau em 1560, numa festa que Catarina ofereceu ao filho.

Com a morte de Catarina, o palácio passou para a sua nora, Louise de Lorraine. Não demorou muito, Louise recebeu a notícia que seu marido havia sido assassinado, e caiu então numa depressão profunda. Mandou construir um fúnebre quarto, com  sombrias paredes e tapeçarias negras, onde foram pintados imagens de caveiras, ossos cruzados, espinhos e lágrimas. 

Nesta fase, as grandiosas festas cessaram, e o palácio passou a viver numa permanentemente atmosfera de luto. Louise de Lorraine passou o resto dos seus dias vaguando sem destino pelos corredores do castelo...

Outra mulher forte que marcou a história de Chenonceau foi Simone Menier. Durante a Primeira Guerra Mundial, a imensa galeria do castelo que atravessa o rio foi usada como hospital, pois Simone era enfermeira na época. O chateau estava bem no meio da zona de guerra. De um lado do rio, ficava a área ocupada pelos nazistas e o outro lado era considerada zona livre. Muitas pessoas tentaram atravessar por ali, arriscando suas vidas, e Simone estava alá para tentar salvá-las. 

 

Chateau de Villandry

O Château de Villandry data de 1536 e foi o último chateau construído nas margens do Rio Loire na época do Renascimento. No início do século XX foi comprado e restaurado pelo milionário Joaquim Carvalho, um médico nascido na Espanha, e bisavô dos atuais proprietários. 

O mais famoso do lugar sem dúvida é o jardim estilo inglês, que se não bastasse ser maravilhoso, é uma horta também! Para dar cor ao meio de alguns canteiros, eles plantaram hortaliças.

O Château de Villandry data de 1536 e foi o último chateau construído nas margens do Rio Loire na época do Renascimento. Vale do Loire castelos Blog da Ana Cassiano França

         Hortaliças.

 

Muitas pessoas vêm nesse castelo apenas pelo jardim. Foi o meu caso. Existem dois tipos de ingressos: Castelo + Jardim ou só Jardim. Escolhi esse último. Venha em dias ensolarados, e de preferência na primavera ou verão. Visitar um castelo desse no frio ou com chuva não dá né!

 

Leia também:

Outras cidades e passeios pela França

Ana Cassiano

Morei na Alemanha por 8 anos. Já visitei vários países de continentes diferentes. Sou Guia de Turismo em São Paulo, Escritora de Viagens e Colaboradora de Sites de Turismo.

MMorei na Alemanha por 8 anos. Já visitei vários países de continentes diferentes. Sou Guia de Turismo em São Paulo, Escritora de Viagens e Colaboradora de Sites de Turismo.orei na Alemanha por 8 anos. Já visitei vários países de continentes diferentes. Sou Guia de Turismo em São Paulo, Escritora de Viagens e Colaboradora de Sites de Turismo.