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Curiosidades sobre o Natal

 

Árvore de Natal é um símbolo pagão

O costume de enfeitar árvores é mais antigo que o próprio Natal. O surgimento da árvore de Natal remonta à Idade Média. Durante esse período, era costume pendurar galhos sempre verdes em casa para evitar as pragas e pestes. Muitas vezes vinha acompanhado com a ajuda da luz de velas. 

Praticamente todas as culturas e religiões pagãs usavam enfeites em árvores para celebrar a fertilidade da natureza

Os romanos adornavam as árvores em honra à Saturno, que era o seu Deus da agricultura. 

No Egito era hábito, no solstício de Inverno, trazerem ramos verdes para dentro das suas casas, como forma de celebrarem a vitória da vida sobre a morte. 

Os druidas Celtas, em épocas festivas, decoravam os carvalhos com maçãs douradas. 

Os primeiros registos do uso da árvore de Natal pelo cristianismo surgem do norte da Europa no começo do século 16. No antigo calendário cristão, o dia 24 de Dezembro era dedicado a Adão e Eva e a sua história costumava ser encenada de forma teatral nas igrejas. Como representação do paraíso, era usada uma árvore carregada de frutos. Os cristãos então pegaram o hábito de montar uma árvore igual em suas casas, que com o passar dos tempos, foram ficando cada vez mais enfeitadas. 

Há estudos que dizem que Jesus não nasceu no dia 25 de Dezembro. Não estou dizendo que ele não nasceu! Ele nasceu! Mas provavelmente em outra data diferente do nosso calendário.

Estive na Rússia no Natal é lá eles comemoram no dia 7 de janeiro. Só um exemplo pra mostrar que ao redor do mundo, várias culturas celebram o nascimento de Jesus em datas diferentes.

A Bíblia não diz exatamente quando Jesus nasceu, e a própria igreja admite ter escolhido essa data por causa de uma festa pagã bastante popular que existia na época, por volta do século 4, que era o Festival do Sol Invicto.

 

O que é uma festa Pagã?

É aquela que reverencia os elementos da natureza, como o sol, a chuva, o trovão, a terra, a água, o fogo ou os planetas. São festas com comida farta e muita bebida. Exemplos de festas pagãs atuais: Carnaval, Dia das Bruxas, Rodeios, Touradas e o próprio Natal.

Festival do Sol Invicto comemorava, com muita comelança, o solstício de inverno (dia mais curto do ano). No hemisfério Norte, ele ocorre por volta do dia 22 de dezembro. Esse dia simbolicamente representa o último dia de inverno rigoroso e portanto, o início do “tempo bom”, bom para as lavouras e para o rebanho. Era uma espécie de calendário agrícola, voltado a fertilidade do solo e a manutenção dos ciclos da natureza.

Babilônios, persas, egípcios, gregos, romanos… Todos esses povos criaram suas próprias homenagens ao deus Sol. Essa data sempre foi associada a nascimento e renascimento. Então a igreja também achou apropriado comemorar o nascimento de Jesus nesse dia.

Na Bíblia há "pistas" sobre o verdadeiro aniversário de Cristo. No Evangelho de Lucas lê-se a história dos pastores que, enquanto vigiavam rebanhos ao relento, foram avisados por anjos sobre o nascimento do Menino Jesus. Como dezembro é uma época fria demais na região de Belém, principalmente para ficar pajeando ovelhas durante a noite, historiadores apostam em uma data de clima mais ameno – primavera, talvez abril. A verdade é que não está registrado em lugar algum a data do nascimento de Jesus.

        De acordo com os estudos, dezembro é uma época fria demais para Jesus ter nascido. 

 

Pagão não é coisa do mal

Em Roma, o cristianismo só pôde comemorar o nascimento de Jesus no dia 25 de dezembro quando o imperador Constantino deu fim à perseguição contra os pagãos. A igreja então se apropriou da comemoração pagã e a converteu como símbolo cristão. Cortou a parte dos exageros, como dança, nudismo e bebidas alcoólicas, e passou a chamar o Festival do Sol Invicto de Natal.

Por ironia do destino, no final do mesmo século, a igreja ganhou poder e passou a perseguir os pagãos que comemoravam a festa da forma original, alegando que era uma "festa do mal e da perversão". Então, para causar MEDO nas pessoas, espalhou-se ao longo dos anos a idéia de que "Pagão" era uma coisa errada e demoníaca. Praticar costumes pagãos, ou até mesmo pronunciar essa palavra, era absolutamente proibido, e virou um tabu. 

Mas hoje, que já se conhece a verdade, essa história de que pagão é coisa do mal já está caindo em desuso. 

 

Árvore de Natal, costume de origem alemã

Durante os séculos 17 e 18 esse hábito tornou-se mais popular entre os povos germânicos, tanto que eles atribuíram a criação da árvore de Natal a Lutero, fundador do protestantismo. 

Reza a lenda que Lutero, ao passear durante uma noite de céu limpo pela floresta, observou o efeito das estrelas no topo das árvores e voltou com a idéia de ter dentro de casa um pinheiro com uma estrela no alto e decorado com velas. Dessa forma, Lutero criou o hábito de montar sua própria "árvore de Natal", e isso popularizou-se rapidamente entre os alemães. 

E tem que ser pinheiros de verdade! Nada de árvores de plástico ou outros materiais sintéticos! Existem plantações de pinheiros cultivados especialmente para o comércio da época. 

E logo que passa o Natal, existe no calendário da coleta de lixo seletiva, um dia especial que as prefeituras das cidades alemãs recolhem os pinheiros das pessoas. Nesse dia, todos colocam seus pinheiros do lado de fora das casas e um caminhão da prefeitura passa recolhendo tudo. As árvores são levadas para um depósito. Eles esperam secar e depois colocam fogo.

 

Árvore alemã no Palácio de Buckingham

A árvore de Natal só se difundiu pelo resto do mundo, quando o príncipe Albert, marido alemão da rainha Vitória da Inglaterra, montou uma árvore no Palácio de Buckingham no ano de 1846, a primeira árvore da história montada no local

O príncipe Albert tinha filhos com a rainha Vitória, e ele queria mostrar para as crianças como era o Natal de acordo com os costumes alemães. 

Foi então feita uma ilustração da família real junto à árvore, e publicada na revista “Illustrated London News”. Isso causou um verdadeiro alvoroço! Todos queriam imitar a família real!

Nessa época, o império vitoriano dominava mais de meio mundo e o costume logo se dissipou. No entanto, como o uso de árvores adornadas tem origem pagã, a adoção da árvore de Natal foi muito mais rápida nos países nórdicos e anglo-saxões, por serem na grande maioria de religião protestante ou anglicana.

 

Mas, e os Presépios?

Já nos países católicos, a árvore de Natal foi ganhando aceitação muito lentamente, pois a tradição de Natal tinham os presépios como a única forma cristã "correta" de decorar a celebração. Lembre-se que Portugal é um país extremamente católico... e quem descobriu o Brasil??? Pois é... Fomos totalmente influenciados por essa tradição católica.

Só a partir de meados do século 20 que a árvore de Natal começou a ser mais aceita nos países católicos. Se você pesquisar nas revistas e jornais brasileiros por exemplo, no início do século 20, você encontrará apenas referências de presépios. Nada se falava sobre árvores de Natal ou Papai Noel. Hoje em dia, claro, a coisa já mudou completamente.

 

Bolas de Natal, outra invenção alemã

Dentro de todo esse contexto sobre árvores de Natal, não podemos deixar de falar sobre as bolas que as enfeitam.

Antigamente, as árvores de Natal eram enfeitadas com nozes e frutas secas, principalmente maçãs e laranjas, pois como já foi dito, era uma tradição pagã que celebrava as dádivas que a natureza nos dava. 

Foi então que, em 1847 um soprador de vidro da cidade de Lauscha, no leste da Alemanha, criou adereços para decorar as árvores. Essa tradição dura até hoje, nas árvores de Natal do mundo inteiro.

 

A Origem do Papai Noel

Papai Noel foi, na verdade, o esbelto bispo Nicolau, que viveu no ano 280 d.c. na cidade de Mira (que hoje fica na Turquia) e que foi santificado como São Nicolau. 

Sua transformação em símbolo natalino aconteceu na Alemanha, e daí conquistou os outros países da Europa e a América. Nos Estados Unidos, com o nome de Santa Claus, é que a tradição do velhinho bom e generoso adquiriu força. 

De acordo com os relatos históricos, Nicolau foi um bispo turco que ajudou 3 jovens a não serem vendidas pelo pai, jogando um saco cheio de moedas de ouro pela chaminé que poderiam pagar o dote de casamento das garotas. Cinco séculos mais tarde, Nicolau foi reconhecido pela Igreja como um santo. 

Nicolau foi educado por uma família de pais nobres e muito virtuosos. Seu desejo de dedicar-se a Deus veio desde cedo, fazendo-o viver inteiramente devotado à igreja, de tal maneira que, tendo herdado grande fortuna com a morte dos pais, distribuiu seus próprios bens aos pobres.

Ao mudar-se para a cidade de Mira, Nicolau foi aclamado bispo, e logo ficou famoso por distribuir esmolas e presentes “secretos” aos necessitados, principalmente às crianças.

Estive em Mira na Turquia com minha família, e realmente a cidade explora turisticamente bastante esse tema:

Curiosidades sobre o Natal Blog da Ana Cassiano anacassiano.com.br

Nicolau faleceu no dia 6 de dezembro, e quando foi reconhecido como santo, esse dia passou a ser celebrado como o dia de São Nicolau. Nessa data, as crianças aguardavam ansiosamente pelos presentes distribuídos por um homem velho que usava os trajes de um bispo. 

 

Velhinho barrigudo, de roupa vermelha e barba branca

Nicolau era um bispo alto e magro, e geralmente usava roupas vermelhas porque isso tinha um significado para a igreja: era a cor do Senado romano e também lembrava o sangue de Cristo derramado.

Nos fins do século 19, o desenhista alemão Thomas Nast teve a ideia de incorporar novos elementos à imagem do bom velhinho. Ele publicou na revista norte-americana Harper’s Weekly o desenho de um Papai Noel que mais parecia um gnomo da floresta rs!

 

Com o passar dos outros natais, ele foi melhorando seu projeto original, até que o velhinho ganhou uma barriga protuberante, uma barba farta e aumentou de estatura. Porém, a cor da vestimenta não era obrigatoriamente vermelha. Ele também usava roupas marrons e verde escuro.

Então, foi quando surgiu a imagem do Papai Noel revolucionária que pegou de verdade! Em 1931, quando Haddon Sundblom, contratado pela empresa de refrigerantes Coca-Cola, estipulou a cor vermelha (símbolo da marca) como padrão da vestimenta do bom velhinho. A campanha publicitária fez um grande sucesso, ajudando a espalhar a nova imagem do Papai Noel pelo mundo.

 

Xamã nórdico de uma aldeia viking

De todas as histórias sobre a origem do Papai Noel, confesso que essa versão é a que eu gosto mais: 

Maior ícone da tradição natalina, o Papai Noel também tem origem nórdica: os xamãs das aldeias vikings reuniam-se sob o pinheiro e, acendendo velas sobre as árvores, ofereciam pedidos em seus rituais, desejando que luz vencesse a escuridão. Após a escolha de um rapaz em rito da passagem da adolescência para a idade adulta, o xamã mandava-o para a caça de um urso, símbolo da força viking. O escolhido ia então à caça, e se retornasse vivo, teria que vestir-se com própria pele do animal, como mandava o ritual.

Devido ao inverno rigoroso, era comum que os pêlos do urso fossem utilizados para aquecer o corpo do caçador. Assim, a roupa vermelha do Papai Noel seria, na verdade, a pele do urso ensanguentada virada ao avesso. 

 

Meias na lareira ou sapatinhos na janela

Três moças não poderiam se casar porque o pai delas não tinha condições de pagar seus dotes. Assim, a sorte das moças estava lançada ao cruel destino de escravidão ou prostituição. Nicolau, comovido com a situação, jogou três sacos de moedas de ouro pela chaminé da casa das moças. Os sacos caíram dentro das meias que estavam secando junto à lareira. 

Costuma-se dependurar meias nas lareiras das casas no dia 5 de dezembro à noite, véspera do dia de São Nicolau, fazendo orações. 

Costuma-se também colocar sapatinhos na janela, para as crianças que não tem lareira. São Nicolau, durante a madrugada, enche de doces as meias ou os sapatinhos das crianças que se comportaram bem durante o ano.

O fato de Nicolau ter distribuído sacos de moedas pelas chaminés das casas dos mais necessitados, ligou sua imagem à distribuição de presentes. Foi a partir de então que a ideia do “bom velhinho” começava a dar os seus primeiros passos. E essa bondade deu origem ao Pai Noel que conhecemos hoje.

 

Coroa do Advento ou Guirlanda de Natal 

Essa coroa também se originou na Alemanha, mas contém raízes simbólicas universais: a luz como salvação, o verde como vida e o formato redondo como eternidade. A fita vermelha que geralmente vem entrelaçada, significa o amor de Deus pela humanidade.

A coroa do Advento possui 4 velas que representam as semanas que antecedem o Natal, e são acesas, uma a uma, desde o primeiro domingo do Advento até o quarto domingo, sucessivamente. Originalmente as velas deveriam ser 3 roxas e 1 rosa (correspondentes ao tempo litúrgico), mas hoje em dia essa regra está mais livre, permitindo variaçães de decoração. 

    A coroa ou girlanda do Advento é o anúncio de que o natal está chegando. 

 

Em dezembro de 1833 a primeira coroa do Advento pública foi pendurada na capela da Rauhes Haus (um orfanato) em Hamburgo. Haviam muitas crianças órfãs na cidade, que perambulavam pelas ruas pedindo esmolas. Então em 1833 um pastor evangélico luterano (Johann Heinrich Wichern) construiu uma enorme casa onde passou a abrigar o máximo possível dessas crianças. Lá eles comiam, dormiam e aprendiam uma profissão. 

Todos os anos, o pastor fazia questão de celebrar o tempo de Advento com muita tradição. Ele pendurava uma roda velha de carroça no teto da casa e enchia de velas. No primeiro domingo de Advento, acendia uma vela grande. Nos seis dias seguintes, acendia seis velas pequenas. No segundo domingo de Advento, outra vela grande... etc. Um dia antes do Natal queimavam 24 velas na roda! As crianças adoravam ver aquela roda iluminando a sala enquanto o Natal se aproximava. 

Passaram-se os anos e aquela pequena comunidade decidiu enfeitar a roda iluminada com ramos de pinheiro (sinal de vida, porque é uma planta que resiste ao inverno rigoroso). Muitas pessoas que visitavam a casa achavam aquele símbolo muito significativo. Como nas suas moradias não havia muito espaço para uma coroa de Advento com 24 velas, optaram por uma menor com quatro, uma para cada domingo. E assim surgiu a Coroa do Advento que usamos hoje.

O tempo do Advento começa 4 semanas antes do Natal. No centro do círculo, colocam-se as quatro velas para se acender uma a cada domingo do Advento. A luz das velas simboliza a fé.

Hoje em dia virou um efeite de Natal quase que obrigatório nas mesas de jantar das casas. Os modelos são variados, dependendo do gosto de cada um.

 

O Quebra-Nozes

Outro objeto famoso no natal, também de origem alemã é o "Nussknacher" - o quebra-nozes! Sobre ele, tem uma história bem interessante. 

Ele representa profissões variadas, foi criado no século 19, e era a forma encontrada pelos lenhadores para expressar suas críticas contra os reis e soldados. Eles eram ridicularizados nas pequenas figuras dos bonequinhos. E para disfarçar tudo isso, os lenhadores deram logo uma utilidade ao objeto, quebrar nozes!

Tem também os "Rauenchermännchen"Eles são simpáticos, coloridos, engraçados e tem esse nome quase impronunciável, que significa homens fumadores. Na verdade servem para segurar incenso. Durante todo o período natalino o incenso perfuma o ambiente, lembrando o presente que um dos Reis Magos trouxe para Jesus.

 

Adventskalender 

O calendário do advento também é uma invenção dos alemães. Vem dos Luteranos que faziam a contagem regressiva para o dia da véspera de Natal. 

O primeiro calendário do advento impresso foi produzido em Hamburgo em 1902. Antes disso, a contagem era feita com um simples risco de giz na porta da casa, começando no dia 1º de dezembro indo até o dia 24, ou pendurando um santinho na parede a cada dia. 

O alemão Gerhard Lang foi o pai do calendário do Advento moderno. Ele era um tipógrafo na Reichhold & Lang de Munique que, em 1908, fez 24 figuras coloridas que poderiam ser coladas em um cartão. Alguns anos depois ele lançou um calendário com 24 pequenas janelas, preenchidas com doces ou outras miudezas. 

Muitos calendários foram adaptados por comerciantes e artesãos para acomodar um pequeno chocolate ou outro confeito em cada divisão. As crianças adoram e esperam ansiosamente para ganharem os seus.

Já no mês de novembro, as lojas e supermercados ficam com as prateleiras lotadas de Adventskalender, de diferentes tamanhos e preços, e com uma variedade tentadora. Impossível resistir.

 

Casinha de Biscoitos 

É a casa comestível que é a cara do Natal. Começou a ser feita na Alemanha no início de 1800 e foram inspiradas na história infantil João e Maria, em que duas crianças abandonadas na floresta encontram uma casa feita inteiramente de guloseimas. 

Após o conto dos irmãos Grimm ter sido publicado, padeiros alemães começaram a assar casas de pão de gengibre ornamentadas com doces. A produção tornou-se popular durante o Natal e se expandiu pelo mundo através dos imigrantes alemães.

É uma tradição forte na Alemanha fazer uma casinha de biscoitos juntamente com seus filhos. 

 

Origem da música "Noite Feliz"

Essa história aconteceu em Oberndorf, uma pequena aldeia austríaca à beira do rio Salzbach, região de Salzburg, véspera do Natal de 1818.

O padre Joseph Mohr estava desesperado porque o órgão da capela havia quebrado. A cantata de Natal seria um fiasco. Logo no primeiro Natal naquela paróquia! 

Ele pediu orientação à Deus e se lembrou que dois anos antes havia escrito um poema simples, também na véspera de Natal, após uma caminhada pelos bosques das montanhas da região. Encontrou o manuscrito do poema em uma gaveta da sacristia. Correu para a casa de um professor e músico humilde, chamado Franz Gruber e lhe perguntou se poderia musicar sua letra para que todos a pudessem cantar logo mais à noite, na missa do Galo.

Franz olhou e disse que sim, porque a letra era simples e permitiria uma melodia fácil. Mas teria de ser tocada no violão porque não haveria tempo para algo mais elaborado. Não era um problema, porque não havia órgão disponível. O padre Mohr agradeceu e correu de volta para terminar de organizar os detalhes da missa.

À noite, Franz Gruber chegou na capela com o violão e reuniu o coral para ensinar o hino improvisado. Que música era, afinal? Stille Nacht (Noite Silenciosa, no original alemão) traduzida para o português como Noite Feliz.

Naquela noite de Natal de 1818, os participantes da missa da capela de Oberndorf cantaram maravilhados aquele hino tão singelo e profundo que viria a se tornar a canção natalina mais conhecida do mundo, sendo hoje cantada em mais de 50 idiomas.

Como ela se espalhou? Semanas depois, o técnico que veio consertar o órgão ouviu a história e pediu para tocar a música. Ficou impressionado com a riqueza melódica da composição que decidiu difundí-la por todas as igrejas por onde passava, até que chegou aos ouvidos do rei Friedrich Wilhelm IV da Prússia, à Nova Iorque em 1838, e difundida de forma ativa também pela emigração alemã que era corrente naquela época. 

O que começou como um momento de pânico e perspectiva de um fiasco, terminou como um eterno presente de Natal para toda a Humanidade em forma de música. 

Assista o video abaixo:

Ana Cassiano

Morei na Alemanha por 8 anos. Já visitei vários países de continentes diferentes. Sou Guia de Turismo em São Paulo, Escritora de Viagens e Colaboradora de Sites de Turismo.